6 familiar — é o principal catalisador dessa disparidade. Esse adoecimento pode ser exemplificado pelo aumento de casos diagnosticados de Burnout que, de acordo com a médica psiquiátrica especializada em estresse, Deborah Duwe, ocorre quando a pessoa está tão esgotada e doente, que pensa não aguentar mais, achando que quer morrer ou sumir. O principal do Burnout é uma pessoa que está no limite do adoecimento. Desde janeiro de 2025, o Brasil adotou plenamente a CID-11 da OMS - Organização Mundial da Saúde, que classifica o Burnout estritamente como um “fenômeno ocupacional”, facilitando o nexo causal entre a doença e o trabalho, o que elevou as notificações. De acordo com dados do INSS, os números de auxílios-doença concedidos especificamente sob o diagnóstico de Burnout e esgotamento profissional mostram uma curva de crescimento vertical: em 2021, foram 823 casos registrados; em 2024, 4.880 casos (um aumento de 493% em quatro anos), e em 2025, a tendência de aceleração continuou e apenas no primeiro semestre do ano passado, o Brasil já havia registrado mais de 3.400 afastamentos, indicando que o ano pode ter fechado próximo ou acima da marca de 6.000 registros oficiais. Segundo a ISMA-BR (International Stress Management Association), cerca de 30% a 32% dos brasileiros economicamente ativos sofrem da síndrome e o Brasil se mantém como o segundo país com mais casos de Burnout no mundo, atrás apenas do Japão. Quem entendeu o problema Mais do que entender o problema, buscar alternativas e soluções práticas reflete a humanização de uma gestão também comprometida com o negócio. Um exemplo é o caso do Grupo Sabin, que figura há anos no ranking “Great Place to Work (GPTW)” como uma das melhores empresas para trabalhar no Brasil. A empresa tem buscado ampliar suas práticas e ações para, não só promover um ambiente de trabalho saudável e acolhedor, mas também contribuir para que seus funcionários possam viver com Deborah Duwe
RkJQdWJsaXNoZXIy NDU0Njk=