DIA DA COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL 16 Ana Costa, sócia da agência. A Quintal 22 está desenvolvendo uma solução para um dos desafios que identificou no mercado – a falta de acesso de empresas menores a serviços estruturados de comunicação. “Pensa-se muito nas grandes empresas, as de maior contribuição para o PIB, mas existem muitas empresas pequenas e médias que fazem a economia girar”, observa Letícia. Para levar a experiência de profissionalização da comunicação ao segmento, a Quintal aposta em processos simplificados com um portfólio que inclui desde treinamento de liderança a campanhas específicas, com uma estrutura para que os clientes possam tocar a comunicação no dia a dia sem depender da agência. Outro desafio identificado está relacionado ao conceito de liderança. “É preciso preparação. Competência técnica é só um pequeno pedaço; há um cabedal de habilidades, inclusive emocionais, e a comunicação é uma delas”, explica Débora Batista, também sócia da Quintal 22. “Temos trabalho de conscientização e de mudança de mentalidade de liderança, para que o líder olhe para a comunicação não como uma tarefa a desempenhar, mas como suporte aos resultados, ao engajamento e para ser inspirador”, complementa Letícia. Já para Carlos Maciel, da Ypê, um dos desafios da atividade é falar com diversos públicos em várias partes do País, já que cada região tem suas próprias características e especificidades, do mesmo modo que uma conversa com o consumidor final é totalmente diferente do diálogo com lojistas. “Na Ypê, falamos com muitos públicos, desde o consumidor até o acadêmico, o governo e as associações setoriais”, descreve. Além disso, o caldeirão de complexidade do setor inclui as marcas regionais, com poder de conexão local. “É importante olhar o Brasil de maneira recortada, entendendo as particularidades de cada região”, explica. A Ypê enfrentou um momento delicado este ano, quando por 22 dias, duas unidades produtivas precisaram ficar fechadas. “Um momento desafiador. Mas a segurança do que você está fazendo, de que há coerência, ajuda muito”, constata o executivo. Um dos aprendizados foi a paciência. “A crise afetou três produtos de um catálogo com mais de 450. E um deles está em 96,3% dos lares brasileiros”, observa. O fato de a marca manter um relacionamento próximo com o consumidor foi outro pilar. Carlos observa que, durante a crise, a empresa também foi bombardeada por mensagens de consumidores em busca do produto no mercado e, quando as fábricas retomaram a atividade, foi difícil dar conta da velocidade para substituir os produtos que haviam sido retirados das prateleiras. “O consumidor já estava querendo fazer estoque, com medo de faltar de novo”, diz. “Tudo isso reflete confiança.” O Assaí enfrenta desafios particulares do varejo. Além de ser suscetível a pequenas crises, a dinâmica do setor é uma de-
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