JCC Especial | Dia da Comunicação Empresarial 2026

DIA DA COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL 13 médica, assuntos regulatórios, jurídico ou farmacovigilância, entre outros. No Assaí, o movimento de diversidade parte da própria cultura da companhia, de atuação nacional, com respeito à identidade de cada região ou estado, por meio do apoio de parceiros locais. “Refletimos na comunicação como a companhia trabalha em outras frentes, com pessoas especializadas que analisam regiões e estados para entender as demandas do consumidor em cada uma”, conta Fábio Nacarato. Um dos resultados é a orientação para que a equipe se apoie nas sugestões dos fornecedores regionais, de modo a modular as estratégias às realidades de cada mercado. “Preciso entender como a imprensa do Piauí, por exemplo, repercute ou cobre determinado assunto. Não adianta chegar com material pronto”, avalia. O mesmo comportamento pode se refletir em diferenças de comunicação entre lojas de um mesmo bairro e até em horários distintos dentro de uma mesma loja, a depender de fatores como a maior ou menor concentração de pessoas físicas ou jurídicas. “O que se vê em uma loja pode ser diferente de outra”, constata Fábio. Ele lembra que marcas varejistas que chegaram ao País com fórmula unificada tiveram dificuldades, já que o cliente de São Paulo, como salienta, é diferente, por exemplo, daquele do Paraná e até mesmo dentro de uma mesma cidade podem ser encontrados índices de desenvolvimento humano (IDH) diferentes, o que exige adaptação em vendas, precificação e, claro, comunicação. A equipe da marca também se apoia na diversidade. Embora jornalistas ainda sejam a maioria, profissionais com formação em áreas como administração de empresas ajudam a agregar conhecimentos na elaboração de orçamentos, no planejamento e no diálogo com outros departamentos, como o jurídico. “Quem fez jornalismo não é treinado para trabalhar com o mundo corporativo”, diz o executivo do Assaí, que hoje em dia se vê mais como administrador do que, tecnicamente, como jornalista: “Quanto mais você avança, mais se especializa em temas como gestão, relacionamento, orçamento”, analisa. Em outra vertente, a questão geracional contribui para a diversidade do time, composto por representantes da geração Z até profissionais próximos dos 50 anos, cada um contribuindo com sua área de domínio. Enquanto profissionais mais jovens acabam ocupando áreas como reputação, onde o olhar é mais voltado para o digital e o trabalho com redes sociais, ou eventos, o time mais sênior, com melhor jogo de cintura, volta-se para situações mais complexas. “O mix funciona. É bom ter diferentes raças, sexos, idades, para comunicar com um público tão abrangente quanto o do Assaí. Cada um contribui para que percebamos coisas diferentes”, conta. A diversidade no Assaí também se pauta pela pluralidade de temas de interesse,

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