DIA DA COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL 25 para trabalhar, pagávamos para aprender... E surgiu uma oportunidade de eu entrar para uma assessoria de imprensa. Era uma agência de publicidade que tinha um departamento de assessoria de imprensa e entrei como estagiária. Como não era o negócio mais lucrativo da agência, eles decidiram encerrar esse núcleo e eu fiquei sozinha com meus clientes, com 19 anos, e tive de me emancipar, abrir empresa, já com alguns clientes. Nosso primeiro cliente continua conosco e já se vão 28 anos. A agência surge focada no setor automotivo e no automobilismo, porque um cliente acabou indicando outro e ficamos os dois primeiros anos atuando nesse segmento. Depois começamos a atender educação e a ampliar o leque. Hoje, atendemos o mercado corporativo, como um todo, mas o foco são as marcas nas quais acreditamos, tanto que já cansamos de rejeitar clientes por não acreditarmos na marca. Para ser cliente da Central Press não importa o segmento, o tamanho, é importante a confiança, acreditar na marca. Mesmo atravessando dificuldades não abrimos mão dessa nossa filosofia, pois preferimos um trabalho longo e sustentável do que um curto, com muito dinheiro envolvido, que acabe logo. Trabalhamos com credibilidade, com confiança, pois sabemos que um cliente problemático certamente afetará a reputação dos outros e por isso temos um redobrado cuidado em relação a isso. Em 2011, quando fui melhorar um pouco meu inglês em Londres, vi que existia um mundo gigantesco lá fora que não estávamos olhando. A Central Press já tinha um certo tamanho, uma certa liderança no Paraná, no Sul, olhando muito para o Brasil, e começaram a surgir clientes de fora, a necessidade de termos profissionais poliglotas e começamos a fazer negócios por lá. Em 2013, fizemos parceria com uma das dez maiores agências britânicas, a Brasil, por meio de intercâmbio de pessoas. Mandamos muitos profissionais para aprender com eles, assessoria de imprensa, acompanhamento de eventos de educação, tecnologia, turismo. Não era o pessoal ir lá, aprender e trazer o que é feito lá, mas abrir a cabeça para pensar diferente, ver mais do que estamos acostumados a fazer, ter mais ideias e, principalmente, antecipar tendências.
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