Jornal da COMUNICAÇÃO CORPORATIVA | Especial

DIA DA COMUNICAÇÃO EMPRESARIAL 2 Entre a perplexidade e a ousadia, o florescer de um novo tempo para a comunicação empresarial A travessamos décadas, na comunicação empre- sarial, buscando caminhos de elevação, prestí- gio, relevância, protagonismo e em que pese a visível expansão da atividade e sua valorização nos múltiplos segmentos econômicos e da sociedade, não se pode afirmar com total segurança de que haví - amos, até março passado, vencido esse jogo, conquis- tando simpatias, reconhecimentos, boards e borderôs. Se olharmos o segmento das agências de comu- nicação, por exemplo, vamos notar que em cinco dé- cadas saímos de praticamente zero para 1.600 (quem sabe 2 mil) agências regularmente estabelecidas no Brasil. Em valores, isso já representou em dezembro de 2019 R$ 3 bilhões de faturamento bruto. É possí- vel, além disso, perceber avanços de toda natureza nas entregas, na composição miscigenada e plural das equipes, na profissionalização da gestão, na for - mação de líderes, no reconhecimento do mercado ao estado da arte atingido, no amadurecimento em- presarial, inclusive dentro de casa, ou seja, com os próprios empregados e até mesmo, e sobretudo, no aspecto associativo, marcado pelo nascimento no co- meço do século da Associação Brasileira das Agências de Comunicação, a nossa Abracom. Se olharmos a comunicação corporativa das múl- tiplas corporações nacionais e internacionais do País, os chamados clientes, será possível constatar um signi- ficativo avanço na inteligência, nos planejamentos, na transformação digital e dos processos operacionais, na interação diversificada e ao mesmo tempo customiza - da com os públicos, na adesão a novos e revolucio- nários métodos de trabalho, nos conceitos e práticas que abraçaram causas e propósitos como diversidade, meio ambiente, inclusão social, entre muitas outras. Aí temos uma forte influência e contribuição de outra marca nobre de nossa atividade, que é a Associação Brasileira de Comunicação Empresarial, a também nossa Aberje, que desde 1967 aporta inteligência, re- cursos e suor para engrandecer e fazer avançar os con- ceitos, as práticas e o reconhecimento estratégico de profissionais e atividade como um todo. Se formos um pouco além, decupando o setor pú- blico, representado pelos Três Poderes e pelas três esferas existentes no Brasil – municipal, estadual e federal – também reconheceremos avanços expres- sivos, que se deram no bojo da própria consolidação do processo democrático que tem, por óbvio, a co- municação como um de seus pilares centrais. Quase uma cláusula pétrea. E isso tem ficado evidente no passar das décadas, com o valor cada vez maior da transparência e do diálogo dos poderes constituídos com a sociedade. No entanto, a comunicação corporativa, até aqui, não havia passado por hecatombe tão intensa e imensa como a que aportou no planeta Terra com o novo coronavírus, batizado pela ciência de Covid-19. Um insignificante, porém, destruidor, vírus, que pro - vocou uma pandemia global e um pandemônio sem precedentes na vida dos Sapiens. Nos vimos diante do maior de todos os desafios até então vividos dentro de nossa e de praticamente todas as demais atividades, com um pequeno deta- lhe: sem qualquer benchmarking ao qual pudéssemos nos agarrar para dar conta do que vinha pela frente. Ficamos plenos de incertezas, atopetados de dúvidas, repletos de estupefação e abarrotados de incredu- lidade, sem que isso pudesse sequer ser levado em consideração nas nossas decisões e providências, em EDITORIAL

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