Revista Locação 118

Ano XXII | #118 | 2025 | JANEIRO / FEVEREIRO Tecnologia: ABLA oferece alternativas para locadoras se adaptarem ao free flow Entrevista: Diego Fernandes, do grupo chinês GWM, que anunciou nova fábrica no Brasil Terceirização: a importância de repactuar contratos sempre que necessário Agenda: os eventos essenciais para as locadoras em 2025 Preços dos veículos, taxas de juros, inflação e os mais importantes fatores econômicos que vão impactar as locadoras em 2025 CRESCER COM RENTABILIDADE

EXPEDIENTE CONSELHO GESTOR Marco Aurélio Gonçalves Nazaré, presidente Paulo Miguel Jr., vice-presidente Dirley Ricci, Lívia Cravo de Villar, Luciano Miranda Chagas, Luiz Felipe Nemer, Lusirlei Albertini, Tercio Gritsch. CONSELHO GESTOR (SUPLENTES) Eduardo Ignácio, Eládio Paniagua Jr, Jacqueline Moraes de Mello, Saulo Tomaz Froes. CONSELHO FISCAL Alvani Laurindo, Claudio Rigolino, Paulo Bonilha Jr. CONSELHO FISCAL (SUPLENTE) Daniel Bittencourt, Maria Helena Teixeira Lima CONSELHO DE EX-PRESIDENTES Adriano Donizelli, Paulo Gaba Junior e Paulo Nemer. COORDENAÇÃO GERAL Olivo Pucci e Francine Evelyn. ASSOCIAÇÃO BRASILEIRA DAS LOCADORAS DE AUTOMÓVEIS – ABLA www.abla.com.br / email: abla@abla.com.br São Paulo: Rua Estela, 515 – Bloco A – 5º andar – CEP 04011-904 – (11) 5087.4100. Brasília: SAUS Quadra 1 – Bloco J – edifício CNT sala 510 – 5º andar – Torre A – CEP 70070-010 – (61) 3225-6728. COORDENAÇÃO EDITORIAL Em Foco Comunicação Estratégica E-mail: revista@abla.com.br | (11)3819-3031 Editor: Nelson Lourenço [MTB 22.899] Textos: Carolina Maia, Aurea Figueira e Nelson Lourenço www.agenciaemfoco.com.br ARTE Carolina La Terza A Revista Locação não se responsabiliza pelas opiniões emitidas nos artigos assinados. Permitida a reprodução das matérias, desde que citada a fonte. CURTA NOSSA PÁGINA FACEBOOK.COM/ABLABRASIL INSCREVA-SE NO YOUTUBE @ABLABRASIL SIGA NO INSTAGRAM @ABLABRASIL SIGA-NOS NO X X.COM/ABLA_BR

AS VÁRIAS FACES DE UM NEGÓCIO MUITO PECULIAR QUALQUER ANÁLISE QUE SE FAÇA sobre o setor de locação de veículos precisa levar em consideração uma admirável gama de fatores. Se a economia aperta, crescem as oportunidades para a terceirização. Se, por outro lado, a confiança na economia aumenta, o turismo doméstico tende a se expandir, trazendo mais negócios para as locadoras. A atividade de locação de veículos é impactada por uma série de indicadores macroeconômicos e pelo comportamento do mercado como um todo. Da taxa de juros ao câmbio; da inflação à inadimplência; do desempenho da indústria automotiva ao preço dos seminovos. É preciso estar bem-informado sobre tendências, tecnologia, mobilidade. E também permanecer atento aos princípios que norteiam a boa gestão, como o controle de custos, a qualificação dos colaboradores e a precificação. São muitos aspectos a serem colocados na balança, a fim de alcançar o equilíbrio que traz a competitividade. Diante de tantas competências a serem exercitadas, vale ouvir a avaliação de quem já passou por várias transformações no mercado e acompanhou todas as viradas da economia nos últimos anos, a fim de traçar uma estratégia de crescimento em 2025. A Revista Locação convidou o presidente da ABLA, Marco Aurélio Nazaré, a abrir esta primeira edição do ano com suas avaliações de quais são os pontos de atenção e as oportunidades que se apresentam para as locadoras em 2025. Ele exercita a construção de um cenário que, ao mesmo tempo em que se mostra muito desafiador para as empresas, aponta para mais um ano em que as locadoras darão mostras de sua capacidade em superar os percalços que surgem no horizonte da economia. Boa Leitura! Os editores Editorial 3

4 CAPA Uma análise dos riscos e oportunidades em 2025, por Marco Aurélio Nazaré 10 ANO XXII | Nº 118 | JANEIRO / FEVEREIRO | 2025 14 CONTABILIDADE Compra de seminovos e benefícios tributários 16 FROTA Os riscos de mais biodiesel na mistura combustível 17 TECNOLOGIA O Free Flow é realidade nas estradas. Tags já estão disponíveis 20 SERVIÇOS ABLA anuncia nova parceria 6 NA FRENTE A agenda de eventos imprescindíveis para 2025 8 ENTREVISTA Diego Fernandes, diretor de operação da chinesa GWM no Brasil, fala sobre relação com locadoras 12 LEGISLATIVO Os extintores voltarão a ser obrigatórios? E a resolução do Contran sobre execução extrajudicial de veículos 22 TERCEIRIZAÇÃO Quando repactuar preços é necessário 26 BRASIL VIAGEM Roteiros sem erro para o Carnaval 30 POR DENTRO Novidades que chegam em breve ao mercado 31 FIM DE PAPO Sobre o RENAVE. Por Paulo Miguel Junior Use o leitor QR Code do seu smartphone para acessar o site da ABLA

Central de Relacionamento Bradesco Financiamentos: 4004-4433 (capitais e regiões metropolitanas) e 0800 722 4433 (demais localidades). SAC: 0800 727 9977 e 0800 722 0099 (deficiência auditiva ou de fala). Ouvidoria: 0800 727 9933. Agilidade na contratação e atendimento personalizado para sua frota crescer sempre. conquıst Com o Bradesco, eu

6 O ANO DE 2025 será muito intenso em termos de eventos de interesse ou dedicados exclusivamente às locadoras. A agenda começa logo em março, quando a ABLA anunciará em São Paulo os números atualizados do setor, com o lançamento do Anuário Brasileiro do Setor de Veículos 2025. O Anuário é apresentado na capital paulista, em evento que reúne lideranças do setor, parceiros, fornecedores, instituições financeiras e a imprensa. As informações compiladas na publicação são referência para a divulgação da atividade das locadoras, inclusive em âmbito regional. Importante ficar atento e ter acesso a essa fonte de informação. Em abril, a ABLA volta a realizar caravana para participar da Car Rental Show, em Las Vegas, o maior evento mundial dedicado ao mercado de locação. Em 2024, a associação teve pela primeira vez um estande na feira, com excelente repercussão e mais um espaço para acolher os empresários brasileiros (leia mais na próxima página). PROGRAME-SE O Fórum Jurídico da ABLA acontece em agosto, em São Paulo. Evento 100% presencial, traz uma programação com as mais importantes atualizações da legislação que afeta o setor. Em outubro é a vez da capital paulista sediar a vigésima edição do Fórum Internacional do Setor de Locação de Veículos, o evento mais importante do calendário para a atualização e relacionamento das locadoras, que recebeu milhares de visitantes no ano passado, 51 palestrantes e 70 marcas presentes na feira de negócios. As melhores oportunidades de networking, negócios e qualificação profissional para o setor de locação FÓRUM ABLA: EDIÇÕES CRESCEM E SÃO APLAUDIDAS PELO PÚBLICO A CADA ANO EVENTOS DA ABLA PREVISTOS PARA 2025 25.03 | Lançamento do Anuário do Setor de Locação 26 a 27.03 | Convenção Nacional de Diretoria 14 a 16.04 | Car Rental Show 5 e 6.08 | Fórum Jurídico do Setor de Locação 22 e 23.10 | EXPO ABLA Confira também: 22 a 30.11 | Salão Internacional do Automóvel Na Frente

Veja no site: www.jgcorp.com.br/icrs-las-vegas Vamos conhecer o maior evento mundial de locadoras de veículos? Nosso objetivo é proporcionar experiências únicas e oportunidades de networking, além de ampliar o conhecimento sobre o mercado internacional de locação. Estamos preparando uma agenda especial para os integrantes da nossa comitiva, com atividades exclusivas nos dias que antecedem o International Car Rental Show. DESCONTO Exclusivo na inscrição Ficou interessado? Entre em contato conosco Período: 13 a 16 de Abril de 2025 Local: Las Vegas, Nevada, EUA

UMA NOVA FRONTEIRA PARA A GWM DIEGO: MARCA TRABALHA PARA SUPERAR EXPECTATIVA DO MERCADO BRASILEIRO Entrevista 8

apenas de design, mas nós sabemos que isso não é verdade. A tecnologia tem diferenciações importantes. Por exemplo, nosso veículo de entrada é um híbrido convencional, que não precisa ser carregado na tomada, muito bem calibrado, com motor a combustão 1.5 turbo. Mesmo em situação com baixa autonomia de bateria, ele performa muito bem. A experiência do cliente é muito importante para a marca. Locação: Como tem sido a relação da marca com as locadoras até aqui? Diego Fernandes: Nosso relacionamento com a locação está estabelecido de duas formas: vendas propriamente ditas para as locadoras e também o modelo de locação direta para o cliente final, que é intermediada pelas locadoras. Hoje temos parcerias nesse sentido com grandes players do mercado de locação. O modelo funciona da seguinte forma: disponibilizamos ao cliente final a assinatura para períodos mais longos. Ao optar por essa categoria, o cliente pode selecionar no site automaticamente o tempo de assinatura, de 12 a 36 meses, a quilometragem média que espera rodar e a locadora que irá atendê-lo. Em 2024, tivemos negociações importantes com locadoras com a intenção de incrementar nosso canal de vendas com esse segmento. Locação: A partir da nova fábrica, qual a expectativa de crescimento? Diego Fernandes: Nossa expectativa de crescimento é de 6% este ano, ou seja, atingir 31 mil veículos vendidos, em uma evolução que acompanhe a expectativa de crescimento da indústria automotiva como um todo. Locação: Quais são os pontos críticos para o avanço da hibridização no Brasil? Diego Fernandes: Existem desafios. É importante que não se banalize o termo híbrido. Veículos híbridos não são todos iguais em termos de potência e autonomia, entre outros fatores. A LINHA DE HÍBRIDOS HAVAL É CARRO-CHEFE DA GWM NO BRASIL HÁ DOIS ANOS comercializando veículos no Brasil, a marca chinesa GWM anunciou que passará a produzir localmente seus modelos, com uma fábrica que será inaugurada ainda neste primeiro semestre de 2025, na planta instalada em um terreno de 1,2 milhão de metros quadrados, em Iracemápolis, antes operada pela Mercedes- -Benz. Será a primeira fábrica do grupo chinês na América Latina. Conversamos com Diego Fernandes, diretor de operações da GWM Brasil, que falou sobre os planos da montadora e sua relação com o mercado de locação. Segundo ele, a GWM é a maior montadora privada da China. Em 2024, comercializou mais de 1,3 milhão de unidades, das quais 450 mil foram vendas para fora do mercado chinês. O Brasil já é o quinto maior mercado da marca. Locação: Como está sendo o desempenho da GWM no Brasil até aqui? Diego Fernandes: O resultado da marca tem sido positivo. Fechamos 2024 com vendas acima de 29 mil unidades, sendo 23 mil provenientes da família Haval, carro-chefe da marca no Brasil. Os veículos que ofertamos têm recebido o reconhecimento dos clientes em prêmios de satisfação. As vendas são expressivas, principalmente se considerarmos que nosso tíquete médio gira em torno de R$ 250 mil. Locação: Quais são esses veículos? Diego Fernandes: Por enquanto, temos dois modelos para o mercado brasileiro: o Ora, 100% elétrico, e a família Haval, em que todos os modelos são híbridos, convencional ou plug in. Locação: E a nova fábrica em Iracemápolis? Quando sairá do papel? Quais serão os benefícios para o mercado? Diego Fernandes: O plano é que tenhamos o início do processo produtivo em maio. Com o início da produção local – e vale destacar que será produção local mesmo, não apenas montagem de kits importados –, parte dos componentes já será nacionalizada. O objetivo é oferecer produtos cada vez mais competitivos, completos e adequados ao gosto do mercado local. Queremos superar as expectativas! Isso é importante ressaltar porque a primeira impressão do cliente é imaginar que todos os carros híbridos são iguais, com diferenças “HOJE TEMOS PARCERIAS NESSE SENTIDO COM GRANDES PLAYERS DO MERCADO DE LOCAÇÃO” “A INTENÇÃO É INCREMENTAR NOSSO CANAL DE VENDAS COM AS LOCADORAS” Entrevista 9

DE UM LADO, DEMANDA EM ALTA; de outro, a pressão do aumento de custos. Esse será, em linhas gerais, o cenário para as locadoras em 2025, de acordo com a análise do presidente do Conselho Gestor da ABLA, Marco Aurélio Nazaré. Em meio à preparação para uma apresentação que fará, em nome do setor, para uma grande instituição financeira, ele conversou com a revista sobre o que aguardar este ano no mercado de locação. Em linhas gerais, Marco Aurélio avalia que o negócio de aluguel de veículos permanecerá em crescimento em 2025. “É natural pensarmos dessa forma quando sabemos que a locação ainda é um negócio em plena expansão, uma vez que, entre os clientes pessoas jurídicas, apenas 20% das empresas no Brasil já tiveram experiência com o serviço de aluguel de carros”, lembra ele. PALAVRA DE ORDEM: EQUILÍBRIO Há demanda crescente, acompanhada de pressão nos custos. Um cenário que exige muita atenção por parte das locadoras, alerta Marco Aurélio Nazaré “Mas é preciso considerar as condições que estão prevalecendo nesse momento. Teremos um ano um pouco mais complicado, com alta de dólar e custo crescente do capital, depreciação acima da prevista e calculada, inflação com aumento de preços dos veículos, das peças e dos serviços, entre outros fatores econômicos de grande impacto em nosso negócio. Não podemos deixar de repassar um mínimo de custos às tarifas, mas sem prejudicar a competividade que nos permitirá atender à demanda crescente de clientes. É necessário precificar corretamente”, adverte o presidente da ABLA. Para ele, o momento atual exige proatividade das locadoras, em um esforço de maior proximidade de todos os gestores de locadoras com o mercado. “Tudo isso acarreta custos e, ao mesmo tempo, coloca a locação no radar de empresas que precisam equacionar seu fluxo de caixa e, dessa forma, deverão recorrer à locação”, explica Marco Aurélio. Esclarecendo melhor: a demanda por locação continuará crescente, uma vez que o mercado também sofre com todas essas variáveis. Para enfrentar o alto custo de capital e gerir o fluxo de caixa, as empresas recorrem ao aluguel, lembra Marco. “Haverá um processo mais acelerado de alienação de carros próprios. As empresas migrarão para a locação, inclusive com os benefícios tributários possíveis”, afirma ele. O presidente da ABLA prossegue: “Não são apenas os clientes pessoa jurídica que vão impulsionar o negócio das locadoras em 2025. Entre os clientes pessoas físicas, o potencial de negócios permanece alto, também em função dos mesmos fatores, bem como o elevado MARCO AURÉLIO: A AQUISIÇÃO DE NOVOS VEÍCULOS FICARÁ ESTÁVEL ESTE ANO 10 Capa

PERCALÇOS DA ECONOMIA Do outro lado da moeda, estão os complicadores econômicos: aumento de inflação e da taxa de juros, combinado com alta do dólar. Entenda a seguir quais são os reflexos dessa combinação que acelera os custos das locadoras. Juros em elevação – frustrando as expectativas mais otimistas, que apontavam para a possibilidade de o Brasil chegar a uma Selic de 8% ao final do próximo ano, a taxa básica de juros chegou a 12,25% (fixada em dezembro, quando completou o terceiro aumento consecutivo). A alta da Selic é incentivada pelo desejo do Banco Central de reduzir o consumo e controlar a inflação. Com essa pressão, crescimento para investir na renovação, que reduz depreciação e custos de manutenção. Inadimplência – “O poder aquisitivo achatado e a inadimplência também preocupam. É recomendável que as locadoras atentem para a gestão de cadastro e crédito. Essa gestão precisa estar afinada”, adverte Marco Aurélio. o mercado financeiro já estima uma Taxa Selic entre 15% e 16%. Com isso, os juros aplicados ao negócio de aluguel de carros e mercado em geral pode chegar à faixa de 18% a 20%. “Um custo financeiro dessa monta dificulta o negócio de aluguel de carros. Somos um negócio de capital intensivo. Juros acima do razoável interferem diretamente no investimento das locadoras”, comenta o presidente. Inflação em alta – o viés de alta na inflação – e também nos juros – é causado principalmente pelo desequilíbrio das contas do governo. É um problema de ordem fiscal: o país arrecada menos do que gasta. “O governo precisa intervir menos na economia. Quando o fizer, precisa ser no sentido de contribuir, não de dificultar. Intervenções geram expectativas que nem sempre são favoráveis aos investimentos”, considera Marco Aurélio. “A inflação em alta também interfere no preço de serviços e componentes, e até mesmo na remuneração da mão-de-obra do setor”, acrescenta ele. Dólar – apesar de seus esforços, o governo não conseguiu evitar que a cotação do dólar se estabilizasse em um patamar equilibrado para a economia. Um dos reflexos mais imediatos desse comportamento da moeda estrangeira é o impacto na indústria, inclusive na automotiva, a que fornece os ativos para a operação das locadoras. O aumento no preço dos veículos novos já foi detectado pelas locadoras. “Percebemos que já foram aplicados reajustes na virada do ano nos preços dos veículos novos, da ordem de 2,5% a 3,7%. Esse tipo de reajuste não é possível de absorver, certamente será repassado para o mercado. De fato, já estamos observando entre as locadoras aumento de custos e repasse nas tarifas”, assinala Marco Aurélio. Por outro lado, lembra o presidente da ABLA, há um efeito no sentido contrário: com a alta nos preços, as locadoras deixam de comprar novos veículos e prejudicam o desempenho das montadoras. “As locadoras adquirem entre 25% e 30% da produção automotiva no país. Certamente, uma retração nas compras vai afetar as montadoras”, afirma Marco. “A compra de carros por parte das locadoras deve ficar estável este ano. E o mercado de seminovos tende a continuar crescente, com alta demanda, em função da alta de preços do zero”, arrisca ele. dos veículos estivesse estabilizada, mas ela ficou acima do esperado”, relata ele. No frigir dos ovos, todo esse cenário dificulta a diminuição da idade média da frota, como muitas locadoras planejavam. Para o presidente da ABLA, a baixa na idade média da frota andará um pouco de lado, ainda que as locadoras segurem um pouco o OUTROS RISCOS Depreciação – O presidente da ABLA alerta para um outro fator nessa avaliação do cenário de oportunidades para as locadoras: a depreciação dos veículos. “Esse é um problema que persiste desde meados de 2023. Entendíamos que, ao final do ano passado, a depreciação custo das passagens aéreas. A demanda pelo turismo interno é crescente, inclusive no turismo de negócios.” “A locação é certamente parte da solução para as empresas e isso impulsionará a demanda por nossos serviços em 2025”, resume ele. “Porém, a fim de aproveitar as oportunidades, é importante que as locadoras estejam atentas a todos esses pontos que estamos enumerando, e invistam na profissionalização da gestão”. 11 Capa

EXTINTOR PODE VOLTAR A SER OBRIGATÓRIO Projeto de Lei que estabelece o retorno do item aos carros de passeio aguarda votação no Senado A FROTA DAS LOCADORAS e de todos aqueles que tiverem veículos produzidos a partir de 2015 poderão ganhar em breve um item que há um bom tempo já havia deixado de ser obrigatório em carros de passeio no Brasil: o extintor de incêndio. Polêmica, a medida pode entrar em vigor com a aprovação do Projeto de Lei 159/2017, de autoria do deputado federal Moses Rodrigues (MDB-CE). O PL, que tramita no Senado, poderá alterar disposição do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e revogar a última decisão sobre o assunto, datada de 2015. Desde aquele ano, os extintores são considerados facultativos em carros de passeio. O projeto já passou por todas as instâncias e agora deve ser votado no Senado. Caso aprovado sem alterações, será enviado à sanção presidencial. Do contrário, retorna à Câmara para nova votação. Integrante do Cetran-SP e da Câmara Temática de Esforço Legal do Contran, o consultor Marco Fabrício Vieira ressalta que há tanto defensores quanto não-defensores da medida, mas a principal crítica à mudança é a falta de estudos e critérios objetivos que fundamentem a volta da obrigatoriedade do extintor em carros de passeio. “Esse equipamento gera custos contínuos de manutenção, muitas vezes sem um benefício prático. Isso sem falar que a maioria dos condutores não sabe usar o extintor”, lembra Marco. Outro detalhe é que na maior parte dos países que exportam seus veículos para o Brasil, o extintor não é obrigatório, o que demandaria adaptações para o mercado interno. “A maior parte dos automóveis não possui um local específico para acomodar o extintor”, acrescenta Marco. Em alguns países, como a Argentina e o Chile, o extintor permanece como item obrigatório nos veículos de passeio. 12 Legislativo

NOVA RESOLUÇÃO DO CONTRAN PERMITE EXECUÇÃO EXTRAJUDICIAL DE VEÍCULOS Por Adriano Castro* FOI REGULAMENTADA a possibilidade de execução extrajudicial e administrativa de veículos financiados com alienação fiduciária em garantia. Em caso de atraso no financiamento, as instituições financeiras credoras poderão obter a transferência da propriedade perante o órgão de trânsito e lançar impedimento administrativo de circulação para o veículo ser recolhido ao pátio nas fiscalizações de trânsito e de segurança pública. Trata-se da Resolução Contran n. 1.018, de 23/01/2025, a qual regulamentou no setor de trânsito a Lei n. 14.711, de 30/10/2023 (Marco Legal das Garantias). As locadoras de veículos têm interesse no assunto porque é muito comum a aquisição de suas frotas por meio de financiamentos com cláusulas de alienação fiduciária em garantia. Em caso de dificuldades financeiras, as locadoras de veículos, assim como qualquer outra empresa, poderão sofrer execução judicial da dívida e, agora, também poderão ser executadas sem o uso da justiça. No caso das locadoras, contudo, a perda da posse implicará na rescisão do contrato de locação do veículo associado ao veículo, privando-as de receitas diretas de seu negócio principal e agravando a falta de liquidez. A nova Resolução Contran n. 1.018/2025 não é ruim por si própria. De modo geral, a maior segurança jurídica na execução das garantias tende a ampliar e baratear a oferta de crédito. Entretanto, no Brasil temos elevado grau de concentração do mercado nas mãos de poucas instituições financeiras, o que encarece o crédito e gera dúvidas se a maior eficiência será transmitida à sociedade por crédito mais barato. Na parte operacional, a recomendação jurídica às locadoras é compreender o quanto antes as novas regras do jogo. O devedor será notificado por meio eletrônico ou postal com aviso de recebimento, dispensada notificação cartorária, da mora e do início da execução extrajudicial. O devedor notificado poderá contestar a dívida perante o próprio credor fiduciário, o que poderá ou não considerar os argumentos. Presumindo-se que os credores fiduciários de modo geral continuarão a ignorar as contestações, eventual discordância com a mora, o valor da dívida ou outro fato precisará ser feita na justiça. Os devedores, portanto, precisarão antecipar o momento de postular revisão do contrato ou a manutenção da posse do veículo. *Adriano Augusto Pereira de Castro é assessor jurídico da ABLA e advogado de referência nacional no setor de locação de veículos automotores. 13 Legislativo

14 COMPRA DE SEMINOVOS PELAS LOCADORAS PODE NÃO GERAR BENEFÍCIOS TRIBUTÁRIOS Por Paulo Henrique, da Audit Contabilidade

TEM CRESCIDO O NÚMERO de locadoras que atendem o nicho dos carros por aplicativos. Por se tratar de um público que não tem necessidade de circular com carros novos, algumas locadoras viram nisto uma oportunidade de crescimento de suas receitas através da operação que chamamos de “segundo ciclo”. Será que há alguma diferença tributária quando as locadoras adquirem seminovos de pessoas físicas de outras locadoras e de revendas de usados? A resposta é SIM! A Receita Federal já se pronunciou de forma tácita dizendo que os créditos do PIS/COFINS somente podem ser aproveitados pelas locadoras quando o vendedor pagou estes impostos na saída das mercadorias. Isto quer dizer então que quando a locadora adquire carros que eram Ativos Imobilizados e não mercadorias, de outras empresas, ela não poderá se creditar do PIS/COFINS. Neste entendimento vão também aquisições onde os vendedores eram pessoas físicas. As locadoras precisam se atentar para este tipo de transação e ter em mente que custará então 9,25% mais caro uma vez que não poderá depois abater as depreciações para fins de PIS/COFINS. Já se estes seminovos vierem de empresas revendedoras, aí então a locadora poderá SOLUÇÃO DE CONSULTA PARCIALMENTE VINCULADA AO PARECER NORMATIVO COSIT/RFB Nº 5, DE 17 DE DEZEMBRO DE 2008, PUBLICADO NO DOU DE 18 DE DEZEMBRO DE 2018. NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITO. TRANSPORTE DE EQUIPAMENTOS ATÉ O ESTABELECIMENTO ONDE HAVERÁ PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS OU LOCAÇÃO. Em relação aos gastos com veículos para levar equipamentos e veículos ao estabelecimento do cliente: podem ser descontados créditos, a título de insumo, na hipótese de realização de prestação de serviços com os equipamentos e veículos; e não podem ser descontados créditos, a título de insumo, na hipótese de locação dos equipamentos e veículos. Dispositivos Legais: Lei nº 10.833, de 2003, art. 1º, inciso II, e art. 3º, incisos II e VI, § 1º, inciso III, § 2º, incisos I e II, e § 14, com redação dada pela Lei nº 12.973, de 2014; Lei nº 11.774, de 2008, art. 1º, inciso XII e § 2º, com redação dada pela Lei nº 12.546, de 2011; Instrução Normativa RFB nº 1.911, se creditar normalmente do PIS/COFINS. Interessante entender então que mesmo que as locadoras comprem seus carros de outras locadoras, nem assim poderá se creditar dos impostos haja vista que estas grandes locadoras assim como a sua própria locadora, não paga PIS/COFINS sobre venda de veículos. Fique atento, converse com sua contabilidade e ajuste sua rota para que não haja questionamentos futuros por parte da Receita Federal. Paulo Henrique é CEO & Tributarista da AUDITLocOne – Contabilidade Especialista em Locadoras de 2019, art. 172, § 1º, incisos VII e VIII, e § 2º, incisos VI a VIII; e Parecer Normativo Cosit/RFB nº 5, de 2018. ASSUNTO: CONTRIBUIÇÃO PARA O PIS/PASEP NÃO CUMULATIVIDADE. CRÉDITOS. LOCAÇÃO. PRESTAÇÃO DE SERVIÇOS. ATIVO IMOBILIZADO. VEÍCULOS USADOS. Em relação à aquisição de veículos usados incorporados ao ativo imobilizado e destinados à locação ou à prestação de serviços: pode ser descontado crédito com base nos encargos de depreciação caso tenham sido tributados no vendedor, ou seja, tenham sido adquiridos de revendedor de veículos usados; não pode ser descontado crédito na taxa de 1/48 do valor de aquisição ou em uma única parcela; e não pode ser descontado crédito quando não tenha ocorrido a tributação no vendedor, ou seja, quando o veículo tenha sido adquirido de pessoa física ou provenha do ativo imobilizado da pessoa jurídica vendedora. 15 Contabilidade

SINAL DE ALERTA COM O BIODIESEL SONDAGEM DA CNT IDENTIFICA AUMENTO DE CUSTOS EM VEÍCULOS ABASTECIDOS COM MAIS BIODIESEL NA MISTURA COMBUSTÍVEL CONSIDERADO O COMBUSTÍVEL DO FUTURO, o biodiesel está no centro de uma questão que afeta não só as locadoras, mas todo o setor de transportes. De acordo com a Lei 14.993/24, a chamada Lei do Combustível do Futuro, aprovada no ano passado, o percentual de mistura de biodiesel no combustível (diesel) chegará a 20% até 2030. Porém, a Confederação Nacional do Transporte (CNT) tem alertado para os riscos desse aumento. Hoje, o percentual aplicado é de 14%. Como combustível, o biodiesel pode ser usado em motores a diesel, substituindo parcialmente o óleo diesel. Essa alternativa para abastecer veículos é produzida a partir de fontes renováveis e ajuda a reduzir a poluição do ar, o que lhe garante a simpatia de todos que defendem a preservação de recursos e a sustentabilidade. Mas, conforme pesquisa apurada pela CNT, aumentar o percentual de biodiesel não apenas prejudica o desempenho dos veículos, como também pode acarretar efeito reverso ao esperado, com aumento na emissão de gases de efeito estufa, sendo, portanto, uma medida nociva ao meio ambiente. A Sondagem CNT sobre o biodiesel brasileiro ouviu 710 empresários do setor de transporte. Entre os entrevistados, 60,3% relataram a incidência de problemas mecânicos relacionados ao teor da mistura. As principais ocorrências dizem respeito ao aumento da frequência de troca de filtros (82,7%) e a falhas no sistema de injeção (77,1%). Como resultado, foi percebido um aumento nos custos com a manutenção dos veículos. Em 2023, um estudo feito pela Universidade de Brasília concluiu que o acréscimo de biodiesel na mistura aumenta o consumo de combustível e, consequentemente, os custos com abastecimento. Além disso, foi relatada a possível perda de força dos veículos, a maior ocorrência de panes e elevação de gastos com manutenção. Observadores também acrescentaram o fato de que existe um risco de contaminação caso o biodiesel fique muito tempo armazenado no tanque. As locadoras que quiserem relatar não-conformidades no uso do biodiesel como combustível podem fazê-lo com o auxílio de um manual fornecido pela CNT e distribuído pela ABLA aos associados. A Nota Técnica sobre o Biodiesel na Composição do Óleo Diesel preparada pela CNT está disponível no portal da confederação no link sobre Pesquisas. Veja também a parceria firmada pela ABLA e o IQA para garantir que efeitos como esse do biodiesel não prejudiquem as frotas das locadoras, ao serem detectados em vistorias (leia mais em https://www.abla.com. br/noticia/abla-e-iqa-fecham- -parceria-em-beneficio-das-locadoras e na seção “Serviços” desta edição da revista). 16 Frota

FREE FLOW JÁ ESTÁ VALENDO: O QUE MUDA PARA AS LOCADORAS? FREE FLOW: COBRANÇA ELETRÔNICA AUTOMÁTICA NOS PEDÁGIOS, A PARTIR DE TAGS. FOTO: DIVULGAÇÃO ARTESP IDEALIZADO PARA MELHORAR a mobilidade, o chamado Free Flow, um sistema de cobrança eletrônica de pedágio em rodovias, já está em operação em muitas estradas Brasil afora. Somente no estado de São Paulo, há ao menos duas dezenas de pórticos instalados com o sistema, em rodovias importantes, como a Rio-Santos e a Dutra. O pagamento do Free Flow é feito por meio de tags, que, ao passarem pelos sensores do serviço, permitem o débito automático nas contas que os usuários passam a ter com as concessionárias das rodovias. Caso o pagamento não seja realizado de forma automática, o condutor possui 30 dias corridos para quitar o débito por meio de outros canais (nos sites das concessionárias, por exemplo). Do contrário, todo pedágio Free Flow não-quitado implicará em multas – sempre um complicador para a operação das locadoras. Será considerada evasão de pedágio, com multa no valor de R$ 195,23 e mais cinco pontos na CNH. Vote para evitar multas Com a desinformação sobre o sistema, a tendência de inadimplência no começo de cobrança do Free Flow é grande. Pensando nesse e em outros aspectos, a ABLA está atuando em duas frentes: primeiro, estimulando a mobilização das locadoras para manifestarem, por meio de votação em consulta pública, apoio ao PL 4643/2020 do Senado, que suspende por 12 meses as multas por não pagamento do pedágio Free Flow, bem como estipula que o não pagamento deixe de resultar em pontuação na CNH, ou seja, também acabaria com a multa NIC, no caso do Free Flow (para votar, acesse https://search.app/tvrGiFKFXkUTZp9SA). Outra medida da ABLA é disponibilizar parcerias com os principais fornecedores do país para que as locadoras possam adquirir tags de Free Flow, de acordo com planos compatíveis com o porte de cada frota. Há várias alternativas previamente negociadas com condições especiais para os associados (consulte o site da ABLA para mais informações). Assim, fica mais fácil e bem mais em conta evitar surpresas com pagamentos de pedágios eletrônicos. 17 Tecnologia

18 OS PEQUENOS E GRANDES FROTISTAS do Brasil possuem um grande aliado para manter frotas de veículos: trata-se do e-Frotas, que permite baixar informações atualizadas direto da base da Senatran, incluindo documentos digitais como o CRLVe, e eventos de infrações e alterações em carros e caminhões. Tudo isso com confiabilidade e segurança, legitimidade dos dados recebidos e redução significativa dos riscos de negócio. O e-Frotas permite também a consulta de dados sobre recall dos veículos, enviados pelos fabricantes à Senatran e que podem ser repassadas aos proprietários. Assim, quem depende de viaturas de carga e passageiros para fazer seus negócios é avisado sobre a necessidade de realizar paradas técnicas, bem como quando elas são efetuadas com sucesso. É mais segurança para o profissional de transportes brasileiro. O e-Frotas avisa o transportador de uma ampla gama de eventos de forma automática e rápida. São diversos cadastrados, por exemplo, junto ao Sistema Nacional de Infrações (RENAINF). Entre TENHA CONTROLE SOBRE OS DADOS DE SEUS VEÍCULOS SOLUÇÃO DA SENATRAN EM PARCERIA COM O SERPRO PERMITE MANTER CADASTRO DE VEÍCULOS COM DADOS ATUALIZADOS EM TEMPO REAL os dados de infração que podem ser recebidos nos sistemas do empresário e de outras organizações, estão a autuação e penalidade da infração, cancelamento, alteração de valor, deferimento de recurso e pagamento da infração. É possível, ainda, consultar CNPJ do proprietário do veículo, placa de licenciamento, confirmação de propriedade, roubo ou furto e restrições judiciais que recaiam sobre aquela moto, carro, ônibus ou caminhão. São informações legítimas e fidedignas, direto da base de dados da Senatran. Com atualizações em tempo real, reduz-se também o número de requisições necessárias pelos sistemas do cliente, já que elas são recebidas assim que entram no cadastro da Secretaria Nacional de Trânsito. Para ver o passo-a-passo da contratação do e-Frotas, basta acessar a loja do Serpro: https:// loja.serpro.gov.br/efrotas. Lá, é possível encontrar informações como o custo e forma de faturamento dos serviços, bem como contatar a equipe de negócios responsável pelo produto. Publieditorial

Conheça todos os benefícios, acesse: loja.serpro.gov.br/efrotas A MELHOR SOLUÇÃO DE GESTÃO PARA PEQUENOS, MÉDIOS E GRANDES FROTISTAS. e-Frotas amplia sistema de notificação em tempo real incluindo alertas de recall e de alterações nas infrações de trânsito. São mais de 25 tipos de notificação diretamente dos sistemas da Senatran para o sistema do usuário. Seja notificado em tempo real sobre recall e diversos outros eventos dos veículos da sua frota

MAIS CONFIABILIDADE PARA GESTÃO E QUALIDADE DA FROTA SÉRGIO FABIANO: “MAIS SEGURANÇA E PREVISIBILIDADE PARA AS LOCADORAS NO PLANEJAMENTO DAS SUAS OPERAÇÕES” do estado de São Paulo, com a expectativa de em breve expandir a oferta para empresas de todos os estados brasileiros. Segundo Sérgio Fabiano, gerente de serviços automotivos do Instituto, a realização de vistorias nos processos de mobilização e desmobilização é essencial para Para atender a essas crescentes necessidades, o IQA – Instituto da Qualidade Automotiva e a ABLA firmaram uma parceria estratégica, com soluções para serviços de vistoria inicial, precificação e desmobilização de frotas. A iniciativa já está disponível para locadoras O SETOR DE LOCAÇÃO de veículos enfrenta o desafio contínuo de garantir a qualidade e a eficiência na gestão de suas frotas. Desde a preservação do estado dos veículos até a precificação assertiva na desmobilização dos ativos seminovos, as operações exigem processos cada vez mais precisos. 20 Serviços

acessíveis tanto para as grandes empresas, como também para as pequenas e médias locadoras do nosso setor”, acrescenta Paulo Miguel Júnior, vice-presidente da associação. A parceria entre o IQA e a ABLA também prevê futuras iniciativas focadas no setor de locação, incluindo certificações de processos e sistemas, treinamentos em qualidade e o uso de suas ferramentas. garantir que os veículos atendam aos critérios de qualidade necessários tanto para aquisição quanto para revenda. A proposta do IQA e da ABLA é que essas vistorias sejam conduzidas por auditores qualificados do Instituto, que é um Organismo de Certificação independente (veja Box) e focado no setor automotivo. Isso assegura a confiabilidade e a qualidade nos processos, beneficiando diretamente as locadoras. “Quando as locadoras realizam um serviço focado na qualidade, na prática elas oferecem benefícios para seus clientes, como mais segurança, redução no tempo de entrega ou devolução e maior previsibilidade no planejamento das operações", explica Fabiano. O processo de vistoria do IQA abrange cerca de 50 itens essenciais, avaliando desde a documentação do veículo até suas condições estruturais, sistemas de segurança e equipamentos. Itens ESTUDOS TÉCNICOS ESTÃO ENTRE OS CONTEÚDOS PRODUZIDOS PELO IQA complementares, como quilometragem, histórico de sinistros, multas e pendências, também são cuidadosamente analisados. Ao final, é emitido um relatório completo com a descrição detalhada de cada item executado, proporcionando uma visão precisa do estado do veículo. Além disso, o processo inclui uma pontuação técnica que classifica o veículo com base em critérios de desvalorização, alinhados à Tabela FIPE, permitindo uma precificação justa e assertiva para o mercado. A vistoria é um dos serviços mais importantes para as locadoras de veículos que buscam realizar a desmobilização de frotas com precisão. Com uma frota superior a 1,6 milhão de automóveis no setor, a demanda por soluções eficientes é enorme. A parceria da ABLA com o IQA vai desempenhar um papel fundamental, oferecendo as soluções necessárias para atender a essa necessidade crescente com qualidade e agilidade. “Apoiar a evolução do setor de aluguel de veículos faz parte dos objetivos da ABLA e, sem dúvida, é isso o que estamos fazendo com essa parceria. Ampliamos a oferta de soluções de qualidade comprovada, a custos organismo de certificação, promove treinamentos presenciais e online, conteúdo técnico em publicações/estudos técnicos, inspeções e ensaios de laboratório, com uma cultura de inovação e proximidade às necessidades das organizações e sociedade. “VISTORIA DO IQA ABRANGE CERCA DE 50 ITENS ESSENCIAIS, DESDE A DOCUMENTAÇÃO ATÉ AS CONDIÇÕES ESTRUTURAIS, SISTEMAS DE SEGURANÇA E EQUIPAMENTOS DOS VEÍCULOS” “VISTORIAS NOS PROCESSOS DE MOBILIZAÇÃO E DESMOBILIZAÇÃO SÃO ESSENCIAIS PARA GARANTIR QUE OS VEÍCULOS ATENDAM AOS CRITÉRIOS DE QUALIDADE” a partir de produtos, sistemas e pessoas com qualidade assegurada através de certificações compulsórias ou voluntárias. Representante de órgãos internacionais e acreditado pela CGCRE - Coordenação Geral de Acreditação do Inmetro (www.inmetro.gov.br) como SAIBA MAIS SOBRE O IQA Criado em 1995 por entidades do setor e do governo, o IQA – Instituto da Qualidade Automotiva é uma organização sem fins lucrativos de desenvolvimento e disseminação da Qualidade no Setor da Mobilidade, com objetivo de proporcionar mais segurança ao consumidor, 21 Serviços

Contratos de terceirização – de veículos leves, utilitários ou pesados – podem passar por repactuação Além disso, indicadores complementares, que não somente o IGPM, também podem ser uma alternativa para lidar com a instabilidade de um só índice. Lusirlei Albertini, do Conselho Gestor da ABLA, confirma que a regra geral é o uso do IGPM, mas reconhece as atuais dificuldades. “Ultimamente, esse índice está ruim e isso faz crescer a importância de tentarmos repactuar determinados contratos com os clientes”, diz ele. Limberger, do Rio Grande do Sul, acrescenta que uma das A RECOMPOSIÇÃO DE PREÇOS NA TERCEIRIZAÇÃO AS LOCADORAS DE VEÍCULOS enfrentam desafios constantes para manter o equilíbrio econômico-financeiro em contratos de terceirização de frotas. Em um cenário de inflação persistente, juros altos e pressões nos custos operacionais, os ajustes desses contratos tornam-se um tema crucial para o setor. O Índice Geral de Preços do Mercado (IGPM) tem sido o indicador mais utilizado para a recomposição de contratos. No entanto, esse índice não refletiu, ao menos no último ano, os aumentos de custos gerados por fatores como a própria inflação e os aumentos das taxas de juros para renovação e ampliação das frotas das locadoras. A situação pode ficar ainda mais crítica quando o IGPM fica negativo. “Uma ação preventiva a esse tipo de risco passa por incluir nos contratos que, se isso vier a acontecer, deverá ser automaticamente aplicado um reajuste anual na casa, por exemplo, dos 2%”, sugere Jair Limberger, diretor regional da ABLA no Rio Grande do Sul. 22 Terceirização

CONTRATOS PÚBLICOS O mercado de terceirização de frotas é dinâmico e está sujeito às variações econômicas. Quando se trata de contratos firmados a partir de licitações, a situação se torna ainda mais desafiadora. Luiz Felipe Nemer, que também faz parte do Conselho Gestor da ABLA, lembra que nesses casos as regras estipuladas no edital devem ser rigorosamente seguidas. “Nas licitações, o processo geralmente é mais complicado, mas há exceções que podem permitir a repactuação”, observa. Albertini, das Alagoas, lembra ainda que contratos públicos que foram firmados antes ou durante a pandemia e que, em função disso, ficaram defasados, em sua maioria de fato tiveram seus valores reequilibrados. Essencialmente, seja para contratos públicos, seja para os privados, trata-se de buscar soluções realmente justas para manter parcerias de longo prazo. estratégias mais comuns adotadas pelas locadoras, e por ele próprio, é exatamente a do diálogo com o cliente para a solicitação do reequilíbrio econômico do contrato. “Comprovar que os custos aumentaram mais que o índice de reajuste é uma medida que pode, sim, gerar viabilidade para um acordo em cenários adversos”, avalia. O diretor regional da ABLA no Rio Grande do Norte, Israel Protásio, compartilha que tem utilizado essa estratégia. “Tenho feito isso com êxito algumas vezes.” Mas enfatiza que a repactuação ou o reequilíbrio contratual requer um trabalho detalhado de comprovação de aumento de custos, o que demanda organização por parte da locadora. Embora haja desafios quando se trata de ajustar os preços, a experiência dos profissionais do setor mostra que é possível superar as adversidades com iniciativas bem planejadas e negociações transparentes. O setor de locação de veículos está profissionalizado e isso também implica no equilíbrio entre atender da melhor maneira as necessidades dos clientes, desde que sem deixar de lado a sustentabilidade financeira das operações. Dessa forma, a prática de recomposição de preços tem se mostrado eficaz para garantir que as empresas não absorvam sozinhas os impactos financeiros de uma economia instável. E fica clara, também, a importância de as cláusulas contratuais serem bem estruturadas para prever situações como as mencionadas pelos diretores e conselheiros da ABLA, evitando surpresas para ambas as partes. 23 Terceirização

A CARBON, maior empresa de blindagem veicular do mundo, estabeleceu um novo padrão no mercado ao unir tecnologia e eficiência para entregar até mesmo grandes frotas de veículos blindados em apenas 22 dias úteis, muito à frente do prazo médio oferecido por outras empresas do setor. Com uma operação robusta e altamente escalável, a CARBON é a única empresa de blindagem no Brasil com capacidade para atender grandes frotas sem comprometer prazos ou qualidade. Sua ampla infraestrutura e equipe especializada garantem que cada projeto, independentemente do tamanho, seja executado com a mesma eficiência, reafirmando a posição da empresa como líder no segmento. Um dos pilares desse sucesso é a verticalização da produção. A CARBON é a única empresa de blindagem no Brasil que possui fábricas próprias de vidros blindados, assim garantindo a disponibilidade imediata dos materiais. Dessa forma, o vidro de cada veículo começa a ser produzido no mesmo dia em que a venda da blindagem é confirmada. “Com fábricas operando 24 horas por dia, 7 dias por semana, a CARBON consegue produzir kits de vidros em menos de 10 dias corridos. Em outras empresas, esse prazo chega a 60 dias, atrasando a blindagem e deixando os veículos indisponíveis por mais tempo. Nosso diferencial permite que as locadoras recebam os carros mais rapidamente e já comecem a gerar receita, otimizando o retorno sobre o investimento”, comenta Rogério Diaconiuc, Diretor Comercial da CARBON. Essa eficiência operacional é especialmente valiosa para locadoras e empresas que precisam blindar frotas. Receber os veículos blindados em 22 dias úteis permite que essas companhias retornem suas operações mais rapidamente, aumentando a autonomia e, consequentemente, a lucratividade. O impacto é significativo: menos tempo ocioso e mais veículos disponíveis para gerar receita. Além da produção verticalizada, a CARBON investiu em digitalização e automação de seus processos. Sistemas inteligentes monitoram cada etapa da blindagem em tempo real, desde o escaneamento 3D do veículo até a montagem precisa dos componentes, assegurando agilidade e precisão. A esteira de produção da CARBON também utiliza um sistema de controle avançado, que rastreia tarefas e garante o cumprimento rigoroso dos prazos, mantendo a qualidade. “Acreditamos que agilidade e qualidade devem andar juntos, por isso, investimos em tecnologia, infraestrutura e treinamento para garantir que nossos clientes tenham veículos blindados com a máxima segurança, dentro de um prazo que realmente atende às necessidades do mercado. Para locadoras e empresas, essa rapidez se traduz em maior eficiência operacional e maior retorno financeiro.” completa Diaconiuc. Homologada global pela Volvo e certificada por grandes montadoras, como Jaguar, Land Rover, Toyota, BYD, GWM e GM a CARBON reafirma seu compromisso com a excelência e a inovação: Para locadoras, o prazo reduzido oferecido pela CARBON transforma a blindagem em um investimento estratégico. CARBON REVOLUCIONA O MERCADO DE BLINDAGEM AUTOMOTIVA COM ENTREGA EM 22 DIAS ÚTEIS Com tecnologia de ponta e produção verticalizada, a empresa transforma a blindagem em uma solução estratégica para locadoras e empresas. 24 Publieditorial

A CARBON é líder global em blindagem de veículos civis e é a única que possui a capacidade de blindar mais de 500 veículos por mês. Com o menor prazo de entrega do mercado — apenas 22 dias úteis —, garantimos eficiência para que a sua frota esteja protegida rapidamente, aumentando a sua rentabilidade. Além disso, oferecemos assessoria completa para obter ou renovar o Certificado de Registro (CR), assegurando a tranquilidade e conformidade da sua operação em todo o Brasil. Aproveite: ao adquirir 02 Blindagens, a CARBON reembolsa* o valor do CR para a sua empresa. Agende uma visita, conheça a CARBON e saiba como podemos ajudar a sua empresa a tirar o CR. João Paulo de Souza B2B Sales Manager T+55 11 4195 5005 • C +11 94491 0610 joao.paulo@carbon.cars carbon.cars Confira outros diferenciais que só a CARBON oferece: • Atendimento personalizado para locadoras • Veículo entregue em 22 dias úteis • Financiamento em até 36 meses sem alienação • 5 anos de garantia para os materiais balísticos • Única empresa de blindagem certificada por 7 marcas: Volvo, Jaguar, Land Rover, Toyota, BYD, GWM e GM • Assistência em todo o território nacional * Válido até 31/12/2025 Frota blindada em dias úteis na CARBON CARBON: o menor prazo do mercado para blindar a sua frota.

OS PREFERIDOS DA FOLIA BAHIA OU PERNAMBUCO? Dois destinos que atraem milhões de visitantes a cada ano e merecem ser explorados com a comodidade de um veículo alugado – seja em época de festa ou não. Aqui vão alguns roteiros que certamente farão do próximo Carnaval – comemorado já no início de março este ano – e de outros feriados datas importantes para a oferta de veículo alugado. 26 Brasil Viagem

▲ OLINDA Quem já foi ao carnaval de Olinda garante que é a festa mais animada e democrática entre todas as folias de Momo. Os bonecões que desfilam nas ruas históricas de Olinda (uma das primeiras cidades a serem fundadas no Brasil, em 1535) são uma atração à parte. Da cidade, colada à capital, tem-se uma bela vista de Recife. PERNAMBUCO ▼ RECIFE A capital pernambucana abre os desfiles de Carnaval no sábado com o Galo da Madrugada, o maior bloco carnavalesco do mundo, segundo os especialistas e qualquer pernambucano que se preze. Para dar um tempo do frevo, vale a pena conhecer os bairros do Recife, como o dos Aflitos, onde fica o estádio do Náutico, Pina e Boa Viagem, famoso reduto de quem gosta de uma praia urbana e sua infraestrutura no entorno. 27 Brasil Viagem

28 ▼ BOIPEBA É mais indicada para quem procura tranquilidade. A paisagem tem praias desertas, trilhas e mirantes. O carro chega via estrada e ferryboat até Valença, 118 quilômetros ao Sul de Salvador. Valença e suas praias também merecem serem conhecidas. De lá, é preciso tomar uma embarcação até Boipeba. Na ilha é proibido a entrada e circulação de veículos. ▲ SAUÍPE É um dos maiores complexos hoteleiros do país, com toda a infraestrutura para a família. Todos os hotéis ficam muito próximos à praia. Fica a 150 quilômetros de Salvador. De lá, pode-se esticar a viagem de carro até a Praia do Forte, 30 quilômetros ao Norte. No Carnaval, assim como em toda a Bahia, o clima é de festa. BAHIA Brasil Viagem

29 ▲ ILHÉUS A principal rodovia de acesso a Ilhéus, a 320 quilômetros ao Sul da capital baiana, é a BR 101. A partir de Itabuna, prossegue-se pela BR 415, por 32 quilômetros. Para quem vem de Salvador, o trajeto passa pelo ferryboat em Itaparica e pela rodovia BA 001 (no caminho fica Itacaré, outra atração baiana que não dispensa os festejos carnavalescos). A folia em Ilhéus pode começar na praia em uma das várias praias da cidade, prosseguir em um dos blocos nas ruas cantadas por Jorge Amado e terminar em praia novamente, como as do Sul, Milionários ou da Avenida. ▼ ITACARÉ A 245 quilômetros ao Sul de Salvador pela BR 101, a cidade durante o Carnaval combina festa e natureza. Além de praias, trilhas, cachoeiras e esportes radicais são algumas opções de passeio, para quem se cansar de apenas contemplar a natureza deslumbrante do lugar. Brasil Viagem

RkJQdWJsaXNoZXIy NDU0Njk=